Rio de Janeiro, 1948; reside e trabalha no Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, 1948; lives and works in Rio de Janeiro

Desvio para o Vermelho: Impregnação, Entorno, Desvio 1967 - 1984
técnica mista mixed media

Desde o fim da década de 1960, Cildo Meireles tem se afirmado como voz única na arte contemporânea, construindo uma obra impregnada pela linguagem internacional da arte conceitual, mas que dialoga de maneira pessoal com o legado poético do neconcretismo brasileiro de Lygia Clark e Hélio Oiticica.
Seu trabalho pioneiro no campo da arte da instalação prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social. Neste sentido, Desvio para o Vermelho é um de seus trabalhos mais complexos e ambiciosos – concebido em 1967, montado em diferentes versões desde 1984 e exibido em Inhotim em caráter permanente desde 2006. Formado por três ambientes articulados entre si, no primeiro deles (Impregnação) nos deparamos com uma exaustiva coleção monocromática de móveis, objetos e obras de arte em diferentes tons, reunidos “de maneira plausível mas improvável” por alguma idiossincrasia doméstica. Nos ambientes seguintes, Entorno e Desvio, têm lugar o que o artista chama de explicações anedóticas para o mesmo fenômeno da primeira sala, em que a cor satura a matéria, se transformando em matéria. Aberta a uma série de simbolismos e metáforas, desde a violência do sangue até conotações ideológicas, o que interessa ao artista nesta obra é oferecer uma seqüência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador: uma série de falsas lógicas que nos devolvem sempre a um mesmo ponto de partida.

Since the late 1960s, Cildo Meireles has made his mark as a unique voice in contemporary art, constructing a body of work that is permeated by the international language of conceptual art while simultaneously engaging in a personal dialog with the poetic legacy of the Brazilian neoconcretism of Lygia Clark and Hélio Oiticica. His pioneering work in the field of installation art is striking for its wide range of supports, techniques and materials, nearly always leading to broader political and social issues. Red Shift is thus one of his most complex and ambitious works – conceived in 1967, assembled in several versions since 1984 and on permanent display at Inhotim since 2006. It is made up of three interlinked environments. In the first (Impregnation) we come upon an wide-ranging monochromatic collection of furniture, objects and works of art in different tones, brought together “plausibly and yet improbably” by some domestic idiosyncrasy. In the following environments, Surroundings and Shift, we have what the artist calls anecdotal explanations of the same phenomenon as in the first room, where color saturates material, to become material. The work is open to a range of symbolisms and metaphors, from the violence of blood to ideological connotations, but what interests the artist is to offer the viewer a sequence of sensory and psychological impacts: a series of false logical assumptions that always lead us back to the same starting point.

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Horário Quarta, Quinta e Sexta 9:30 às 16:30. Aos Sábados, Domingos e feriados de 9:30 às 17:30.