Tunga, Lézart, aço, cobre e imã, 200 x1170 x 630 cm, 1989. Foto: Tibério França

Tranças, tacapes e pentes são elementos recorrentes na obra do escultor Tunga — um escultor que se vale da narrativa assim como se vale de elementos formais. Elementos ligados a uma mitologia pessoal são aqueles mesmos usados para fazer uma crítica formal do espaço e da escultura clássica. Em várias de suas obras, Tunga se vale do campo magnético como fator que expande o espaço da obra. Em Lézart (lagarto em francês), não há solda entre as chapas de ferro e o arame: suas partes são conectadas pela atração dos ímãs e por nós; são estruturas que se sustentam por si mesmas, negociando entre as forças da gravidade e magnética. Num conto escrito pelo artista, de alguma maneira parte deste mesmo trabalho, ele diz estar deitado numa rede, em momento de suspensão onde descansa entre leituras e elucubrações filosóficas, e presencia a fusão entre duas lagartixas.
Aumentar fonte Diminuir fonte Imprimir
Rua B, 20, Inhotim, Brumadinho, MG, Brasil  35460-000 +55 31 3227 0001  info@inhotim.org.br
Horário Quarta, Quinta e Sexta 9:30 às 16:30. Aos Sábados, Domingos e feriados de 9:30 às 17:30.