Marra, da série Homem=Carne / Mulher=Carne
Laura Lima, Marra, da Série Homem=Carne / Mulher=Carne, 1996, capuz duplo de tecido, amarra interna de couro e 2 pessoas = carne, foto: Eduardo Eckenfels
Laura Lima
(Governador Valadares, 1971; reside e trabalha no Rio de Janeiro)
Homem = Carne / Mulher = Carne - Marra 1996 **
Capuz duplo de tecido, amarra interna de couro e duas pessoas = carne
[Joined fabric hoods, internal leather straps and two people = flesh]
Desde 1995, Laura Lima vem desenvolvendo um conjunto de trabalhos que tomam o corpo como elemento principal, aproximando-se da tradição de utilização do nu na história da arte. Nesta sala, são montadas duas obras, esculturas vivas da série Homem = Carne / Mulher = Carne, que se valem de homens, mulheres, seus corpos e aparatos utilizados por eles na execução de ações repetitivas. Em Marra (1996), dois homens lutam com a cabeça conectada por um capuz, até que não tenham mais força. Em Dopada (1997), vemos uma mulher deitada no chão, dormindo na galeria por todo o tempo da exposição, até que acorde. A cada vez que estas obras são expostas por um período de tempo, novas pessoas devem ser selecionadas e receber instruções da artista sobre como proceder. Tal condição, além de questionar o objeto museológico passivo de ser colecionado, amplia a narrativa clássica da performance, termo que a artista rejeita em relação ao seu trabalho.
(Governador Valadares, 1971; reside e trabalha no Rio de Janeiro)
Homem = Carne / Mulher = Carne - Marra 1996 **
Capuz duplo de tecido, amarra interna de couro e duas pessoas = carne
[Joined fabric hoods, internal leather straps and two people = flesh]
Desde 1995, Laura Lima vem desenvolvendo um conjunto de trabalhos que tomam o corpo como elemento principal, aproximando-se da tradição de utilização do nu na história da arte. Nesta sala, são montadas duas obras, esculturas vivas da série Homem = Carne / Mulher = Carne, que se valem de homens, mulheres, seus corpos e aparatos utilizados por eles na execução de ações repetitivas. Em Marra (1996), dois homens lutam com a cabeça conectada por um capuz, até que não tenham mais força. Em Dopada (1997), vemos uma mulher deitada no chão, dormindo na galeria por todo o tempo da exposição, até que acorde. A cada vez que estas obras são expostas por um período de tempo, novas pessoas devem ser selecionadas e receber instruções da artista sobre como proceder. Tal condição, além de questionar o objeto museológico passivo de ser colecionado, amplia a narrativa clássica da performance, termo que a artista rejeita em relação ao seu trabalho.
